Exercícios sobre Grau Superlativo Absoluto Sintético dos Adjetivos
Os exercícios sobre grau superlativo absoluto sintético dos adjetivos são fundamentais para compreender como a língua portuguesa intensifica qualidades de pessoas, objetos, lugares e situações. Esse tema aparece com frequência em atividades escolares, provas, vestibulares e concursos, pois exige atenção tanto ao sentido quanto à formação correta das palavras. Ao estudar o superlativo sintético, o aluno aprende a reconhecer sufixos, identificar formas irregulares e evitar construções inadequadas. Neste guia, você encontrará explicações claras, exemplos contextualizados, atividades com respostas e estratégias práticas para dominar os graus do adjetivo.
Como funciona o grau superlativo absoluto sintético
O adjetivo é a palavra que atribui uma característica a um substantivo. Em expressões como “cidade tranquila”, “aluno atento” e “filme emocionante”, os termos “tranquila”, “atento” e “emocionante” qualificam os substantivos. Os adjetivos podem variar em grau para indicar intensidade de uma qualidade ou estabelecer comparações.
O grau superlativo absoluto expressa uma qualidade em nível muito elevado, sem comparar diretamente um ser com outro. Há duas modalidades principais: o superlativo absoluto analítico e o superlativo absoluto sintético. No analítico, emprega-se um advérbio de intensidade, como em “muito inteligente”, “extremamente cuidadoso” ou “bastante difícil”. No sintético, a intensidade é incorporada ao próprio adjetivo por meio de um sufixo: “inteligentíssimo”, “cuidadíssimo” e “dificílimo”.
Portanto, quando uma questão solicita a passagem de “muito simples” para a forma sintética, a resposta esperada é “simplíssimo”. A mudança não consiste apenas em acrescentar letras de modo automático. É preciso respeitar a ortografia, a origem da palavra e as formas consagradas pelo uso culto. A consulta a fontes de referência, como o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, é útil para confirmar grafias e variantes aceitas.
O sufixo mais frequente nessa formação é -íssimo, com suas flexões de gênero e número: “belíssimo”, “belíssima”, “belíssimos” e “belíssimas”. Contudo, há outros sufixos, como -ílimo, em “facílimo” e “dificílimo”, e -érrimo, em “paupérrimo”, “celebérrimo” e “macérrimo”. Algumas formas têm origem erudita, frequentemente associada ao latim, e por isso não são produzidas de maneira intuitiva por todos os falantes.
É importante diferenciar o superlativo absoluto sintético do superlativo relativo. Em “Marina é inteligentíssima”, há uma intensidade elevada atribuída a Marina, sem confronto explícito com um grupo. Já em “Marina é a mais inteligente da turma”, ocorre superlativo relativo de superioridade, porque ela é comparada às demais pessoas da turma. Essa distinção é recorrente em exercícios de gramática.
Regras práticas para formar o superlativo sintético
Em muitos casos, forma-se o superlativo absoluto sintético ao acrescentar -íssimo ao radical do adjetivo. Assim, “claro” torna-se “claríssimo”; “gentil”, “gentilíssimo”; “forte”, “fortíssimo”; e “amargo”, “amarguíssimo”. A acentuação pode ser alterada para preservar a pronúncia adequada, como em “fácil”, que passa a “facílimo”, e “agradável”, que se transforma em “agradabilíssimo”.
Certos adjetivos terminados em -vel costumam mudar essa terminação antes de receber o sufixo: “amável” torna-se “amabilíssimo”, “notável” passa a “notabilíssimo” e “agradável” resulta em “agradabilíssimo”. Já formas como “humilde” podem aparecer como “humildíssimo” ou “humilíssimo”, sendo recomendável observar o vocabulário e o padrão solicitado pelo material didático.
Também existem formas especiais que devem ser memorizadas. “Bom” pode gerar “ótimo”, “mau” pode gerar “péssimo”, “grande” pode gerar “máximo” e “pequeno” pode gerar “mínimo”. Essas palavras apresentam valor superlativo, embora não tenham sido criadas pela simples adição de -íssimo. Em exercícios, leia o enunciado com atenção: algumas bancas pedem especificamente a forma sintética regular, enquanto outras aceitam ou exigem a forma erudita.
Uma forma eficiente de aprender é transformar frases completas. Em vez de decorar isoladamente que “pobre” pode ser “paupérrimo”, use a estrutura em contexto: “A região era muito pobre” torna-se “A região era paupérrima”. O contexto ajuda a perceber a concordância nominal e reforça o valor semântico de intensidade.
Atividades para praticar com respostas
- Atividade 1: Reescreva “O corredor é muito veloz” usando o superlativo absoluto sintético. Resposta: O corredor é velocíssimo.
- Atividade 2: Transforme “A explicação foi muito clara”. Resposta: A explicação foi claríssima.
- Atividade 3: Passe “O caminho era muito difícil” para a forma sintética. Resposta: O caminho era dificílimo.
- Atividade 4: Reescreva “A pesquisadora é muito inteligente”. Resposta: A pesquisadora é inteligentíssima.
- Atividade 5: Substitua “muito pobre” por uma forma sintética adequada em “O bairro era muito pobre”. Resposta: O bairro era paupérrimo.
- Atividade 6: Transforme “O espetáculo foi muito célebre” em uma construção sintética. Resposta: O espetáculo foi celebérrimo.
- Atividade 7: Reescreva “A decisão foi muito sábia”. Resposta: A decisão foi sapientíssima. Também se encontra “sábia” em construções analíticas, mas “sapientíssima” é uma forma erudita de superlativo.
- Atividade 8: Identifique o grau em “A biblioteca é silenciosíssima”. Resposta: Grau superlativo absoluto sintético, pois a qualidade de ser silenciosa é intensificada pelo sufixo -íssima.
- Atividade 9: Indique a diferença entre “muito útil” e “utilíssimo”. Resposta: Ambas expressam superlativo absoluto; a primeira é analítica e a segunda é sintética.
- Atividade 10: Corrija a frase “O exercício estava muito dificílimo”. Resposta: O exercício estava dificílimo. A combinação de “muito” com uma forma já superlativa pode criar redundância de intensidade.
Ao corrigir atividades, não se limite a conferir a palavra final. Verifique se houve concordância com o substantivo, se a frase preservou o sentido original e se a grafia está correta. Em “As montanhas são altíssimas”, por exemplo, o adjetivo concorda com “montanhas”, que está no feminino plural. Esse cuidado evita erros comuns mesmo quando o estudante reconhece corretamente o sufixo.
Comparação entre os graus do adjetivo
| Estrutura | Exemplo | Função | Marca principal |
|---|---|---|---|
| Grau normal | O livro é interessante. | Atribui uma característica sem intensificá-la. | Adjetivo em sua forma básica. |
| Comparativo de superioridade | O livro é mais interessante que o filme. | Compara dois elementos. | Uso de “mais... que”. |
| Superlativo absoluto analítico | O livro é muito interessante. | Intensifica a qualidade sem comparação. | Advérbio como “muito” ou “extremamente”. |
| Superlativo absoluto sintético | O livro é interessantíssimo. | Intensifica a qualidade sem comparação. | Sufixo, geralmente -íssimo. |
| Superlativo relativo | O livro é o mais interessante da coleção. | Destaca um elemento em um grupo. | Artigo + mais/menos + referência coletiva. |
A tabela demonstra que o significado geral de intensidade pode estar presente tanto na forma analítica quanto na sintética. A diferença central está na estrutura. Em avaliações, palavras como “muitíssimo”, “belíssimo” e “facílimo” costumam ser pistas decisivas de que o item trata do superlativo absoluto sintético. Para aprofundar a classificação dos termos da oração e das classes gramaticais, materiais do Ministério da Educação podem complementar o estudo escolar.
Erros frequentes nos exercícios de superlativo
Um equívoco recorrente é confundir o grau superlativo com o comparativo. A frase “Este aluno é mais aplicado que aquele” não apresenta superlativo, pois compara dois alunos. Já “Este aluno é aplicadíssimo” expressa uma intensidade elevada sem termo comparativo. Outro erro é usar uma forma superlativa junto a intensificadores desnecessários, como “muito excelentíssimo” ou “extremamente ótimo”. Em textos formais, a recomendação é optar por uma construção coerente: “excelentíssimo”, “ótimo” ou “extremamente bom”, conforme a intenção comunicativa.

Também é inadequado presumir que todos os adjetivos admitem a mesma formação. Embora “pobre” tenha “paupérrimo” como forma erudita, “rico” geralmente se transforma em “riquíssimo”, e não em uma forma artificial criada por analogia. A leitura frequente, o uso de dicionários confiáveis e a resolução de atividades com respostas são meios seguros para ampliar o repertório.
Por fim, convém observar que algumas formas têm emprego mais comum em registros formais, literários ou técnicos. “Celebérrimo” e “paupérrimo”, por exemplo, podem ser menos usuais na conversa cotidiana, mas permanecem relevantes em questões de língua portuguesa. Conhecer essas possibilidades favorece uma escrita mais precisa e uma interpretação mais segura de enunciados.
Dúvidas comuns sobre o superlativo sintético
O que é grau superlativo absoluto sintético?
É o grau do adjetivo que expressa uma qualidade em intensidade muito alta, sem comparação com outros seres, por meio de um sufixo incorporado à palavra. Exemplos: “belíssimo”, “fortíssimo” e “inteligentíssima”.
Qual é a diferença entre superlativo analítico e sintético?
O superlativo analítico usa uma palavra intensificadora, como em “muito bonito”. O sintético concentra a intensidade no próprio adjetivo, como em “bonitíssimo”. Ambos indicam intensidade elevada, mas apresentam estruturas diferentes.
Todo superlativo absoluto sintético termina em íssimo?
Não. O sufixo -íssimo é o mais comum, mas há formas como “facílimo”, “dificílimo”, “paupérrimo”, “celebérrimo”, “máximo” e “péssimo”. Algumas são chamadas de eruditas ou irregulares e precisam ser estudadas caso a caso.
“Muitíssimo” é um adjetivo no superlativo sintético?
Não. “Muitíssimo” é uma forma intensificada do advérbio ou pronome “muito”, dependendo do contexto. Embora tenha sufixo semelhante, não funciona como adjetivo qualificando diretamente um substantivo da mesma forma que “lindíssimo” ou “claríssima”.
Como acertar exercícios sobre o sufixo íssimo?
Primeiro, identifique o adjetivo e verifique se o enunciado pede intensidade sem comparação. Depois, observe se há forma regular com -íssimo ou uma forma especial consagrada. Por fim, revise acentuação, alterações no radical e concordância de gênero e número.
Conclusão: como consolidar o aprendizado
Dominar os exercícios sobre grau superlativo absoluto sintético dos adjetivos depende de compreender a função desse grau, reconhecer seus sufixos e praticar a transformação de frases. O estudante deve diferenciar as formas analítica, sintética, comparativa e relativa, evitando confusões baseadas apenas na ideia genérica de intensidade. A prática constante com exemplos como “claríssimo”, “dificílimo”, “riquíssimo” e “paupérrimo” fortalece a memória ortográfica e amplia a competência de leitura e escrita.
Uma rotina produtiva inclui ler o enunciado com cuidado, sublinhar o adjetivo, identificar a estrutura solicitada e revisar a resposta em contexto. Assim, o estudo deixa de ser mera memorização de sufixos e passa a ser uma compreensão efetiva dos recursos expressivos da língua portuguesa.
Referências para consulta
- Academia Brasileira de Letras. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
- Ministério da Educação. Portal institucional e recursos educacionais.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon.
- BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Isenção de responsabilidade
Este conteúdo possui finalidade exclusivamente educacional e informativa. As formas apresentadas seguem usos gramaticais consagrados e podem variar conforme a gramática, o dicionário, o nível de ensino ou o critério adotado por uma banca avaliadora. Para atividades escolares formais, trabalhos acadêmicos e provas, consulte o material indicado pelo professor, o edital correspondente e obras de referência atualizadas.
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Pesquisador, empresário e escritor focado em educação, orientação sobre negócios. Escreve sobre diversos assuntos com abordagem prática e acessível para o público brasileiro.