Exercícios sobre Transformação: Oração Ativa e Passiva
Os exercícios sobre transformação oração ativa passiva são fundamentais para desenvolver a compreensão da estrutura das frases, melhorar a escrita e preparar-se para avaliações escolares, vestibulares e concursos. A mudança entre vozes verbais exige atenção ao verbo, ao sujeito, ao objeto direto e à manutenção do sentido original do enunciado. Neste guia, você aprenderá a reconhecer a voz ativa, a voz passiva analítica e a voz passiva sintética, além de resolver atividades com explicações e gabarito. O objetivo é transformar frases com segurança, evitando erros frequentes de concordância, regência e emprego dos pronomes.
Como funciona a transformação da oração ativa para a passiva
Uma oração está na voz ativa quando o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo. Em “A pesquisadora analisou os dados”, o sujeito “a pesquisadora” realiza a ação de analisar. Já na voz passiva, o sujeito recebe ou sofre a ação. Assim, a transformação adequada é: “Os dados foram analisados pela pesquisadora”. Nessa nova construção, “os dados” tornam-se sujeito paciente, enquanto “pela pesquisadora” exerce a função de agente da passiva.
Para que a passagem seja possível, o verbo da oração ativa deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. Isso acontece porque o objeto direto da voz ativa ocupará o lugar de sujeito paciente na voz passiva. Por exemplo, em “Os alunos resolveram as questões”, “as questões” é objeto direto; por isso, a frase pode ser reescrita como “As questões foram resolvidas pelos alunos”. Em contrapartida, em “Os alunos precisam de orientação”, não há objeto direto, mas complemento introduzido pela preposição “de”. Logo, essa oração não admite, em regra, a transformação para a voz passiva.
A voz passiva analítica é formada pelo verbo auxiliar “ser”, conjugado no mesmo tempo e modo do verbo principal da ativa, mais o particípio do verbo principal. Observe: “A equipe produzirá o relatório” passa a “O relatório será produzido pela equipe”. O futuro do presente de “produzirá” é mantido por meio de “será”, enquanto “produzido” permanece no particípio. É indispensável também que o particípio concorde com o novo sujeito: “As propostas serão avaliadas”, e não “As propostas será avaliado”.
Há ainda a voz passiva sintética, também chamada de pronominal, construída com verbo transitivo direto ou direto e indireto acompanhado da partícula apassivadora “se”. Em “Vendem-se apartamentos”, “apartamentos” é o sujeito paciente e determina a concordância verbal; portanto, o adequado é usar “vendem-se”, no plural. A forma correspondente na voz passiva analítica é “Apartamentos são vendidos”. Esse modelo é muito recorrente em anúncios, placas, textos jornalísticos e questões de gramática.
Um cuidado importante consiste em não confundir a partícula apassivadora com o índice de indeterminação do sujeito. Em “Precisa-se de voluntários”, o verbo “precisar”, nesse contexto, exige a preposição “de”; não há objeto direto nem sujeito paciente. Por isso, “se” indetermina o sujeito e o verbo fica obrigatoriamente no singular. Já em “Selecionam-se voluntários”, “voluntários” é objeto direto na ativa e sujeito paciente na passiva sintética, justificando o verbo no plural.
O estudo das vozes verbais dialoga com as competências de análise linguística previstas na educação básica. A Base Nacional Comum Curricular destaca a importância de analisar escolhas linguísticas conforme os efeitos de sentido e as situações comunicativas. Além disso, consultar obras de referência e materiais linguísticos da Academia Brasileira de Letras pode ampliar o repertório de estudantes e professores sobre o uso formal da língua portuguesa.
Passo a passo para reescrever frases corretamente
Antes de iniciar os exercícios, adote um método de análise. Primeiro, localize o verbo e identifique o tempo, o modo, a pessoa e o número em que ele está empregado. Depois, pergunte quem realiza a ação: esse termo será o sujeito agente da voz ativa. Em seguida, identifique o objeto direto, pois ele será promovido a sujeito paciente na frase passiva. Por fim, forme a estrutura com o auxiliar “ser” no tempo equivalente e o particípio do verbo principal, acrescentando o agente da passiva quando ele for relevante para preservar a informação.
Veja a aplicação em uma frase mais elaborada: “Os técnicos tinham revisado os equipamentos antes do evento”. O sujeito agente é “os técnicos”; o verbo está no mais-que-perfeito composto, “tinham revisado”; e o objeto direto é “os equipamentos”. Na reescrita, obtém-se: “Os equipamentos tinham sido revisados pelos técnicos antes do evento”. Note que o auxiliar “tinham” é mantido, enquanto “revisado” é substituído pela locução passiva “sido revisados”, com concordância em masculino plural.
Em textos reais, a escolha da voz verbal produz efeitos discursivos. A voz ativa costuma destacar quem executa a ação: “A prefeitura inaugurou a unidade”. A passiva pode enfatizar o resultado ou o elemento afetado: “A unidade foi inaugurada pela prefeitura”. Quando o agente é desconhecido, irrelevante ou estrategicamente omitido, é possível escrever apenas “A unidade foi inaugurada”. Portanto, a transformação não é apenas uma operação mecânica; ela também modifica o foco informativo da mensagem.
Exercícios práticos de voz ativa e voz passiva
- Exercício 1: Transforme para a voz passiva analítica: “A professora explicou o conteúdo aos estudantes.”
- Exercício 2: Reescreva na voz passiva analítica: “Os pesquisadores publicarão os resultados da pesquisa.”
- Exercício 3: Passe para a voz ativa: “As inscrições foram recebidas pela comissão.”
- Exercício 4: Transforme em voz passiva sintética: “A livraria vende livros raros.”
- Exercício 5: Identifique se há possibilidade de voz passiva: “Os moradores dependem de transporte público.” Justifique.
- Exercício 6: Corrija a concordância: “Aluga-se casas mobiliadas no centro.”
- Exercício 7: Passe para a voz passiva analítica: “O diretor entregou os certificados aos participantes.”
- Exercício 8: Explique a diferença entre “Consertam-se computadores” e “Precisa-se de técnicos especializados”.
Gabarito comentado: 1. “O conteúdo foi explicado pela professora aos estudantes.” 2. “Os resultados da pesquisa serão publicados pelos pesquisadores.” 3. “A comissão recebeu as inscrições.” 4. “Vendem-se livros raros.” 5. Não é possível formar passiva analítica, pois “de transporte público” é complemento preposicionado, e não objeto direto. 6. O correto é “Alugam-se casas mobiliadas no centro”, porque “casas” é sujeito paciente plural. 7. “Os certificados foram entregues pelo diretor aos participantes.” 8. Em “Consertam-se computadores”, o “se” é partícula apassivadora e “computadores” é sujeito paciente; em “Precisa-se de técnicos especializados”, o “se” indetermina o sujeito, pois o verbo exige a preposição “de”.
Quadro comparativo das vozes verbais
| Estrutura | Exemplo | Elemento em destaque | Regra principal |
|---|---|---|---|
| Voz ativa | “A empresa contratou os profissionais.” | Sujeito agente: “a empresa” | O sujeito realiza a ação verbal. |
| Passiva analítica | “Os profissionais foram contratados pela empresa.” | Sujeito paciente: “os profissionais” | Usa-se o verbo “ser” mais particípio. |
| Passiva sintética | “Contratam-se profissionais.” | Sujeito paciente: “profissionais” | Usa-se “se” com verbo transitivo direto; o verbo concorda com o sujeito. |
| Sujeito indeterminado | “Precisa-se de profissionais.” | Agente não identificado | Com verbo transitivo indireto, o verbo fica no singular e não há passiva. |
A tabela evidencia que a análise da transitividade verbal é o ponto central para acertar os exercícios. Não basta observar a presença do pronome “se”: é necessário verificar se existe objeto direto capaz de se tornar sujeito paciente. Também é preciso respeitar a concordância entre o verbo auxiliar ou o verbo acompanhado de “se” e o novo sujeito da oração.

Dúvidas comuns sobre voz ativa e passiva
Todo verbo pode ser transformado para a voz passiva?
Não. Em geral, somente verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos admitem a transformação, pois possuem objeto direto. Verbos intransitivos, de ligação e transitivos indiretos não formam voz passiva analítica de maneira regular.
Como identificar o agente da passiva?
O agente da passiva é o termo que pratica a ação na frase passiva. Normalmente, ele é introduzido pelas preposições “por” ou “de”, como em “O livro foi escrito por Machado de Assis”. Esse termo pode ser omitido quando não for conhecido ou necessário ao sentido.
Qual é a diferença entre passiva analítica e passiva sintética?
A passiva analítica emprega uma locução verbal com “ser” e particípio: “As provas foram corrigidas”. A passiva sintética usa o pronome “se”: “Corrigiram-se as provas”. Ambas enfatizam o sujeito paciente, mas têm estruturas gramaticais distintas.
Por que o verbo concorda em “Vendem-se imóveis”?
Nessa construção, “imóveis” é o sujeito paciente da oração. Como está no plural, o verbo também deve ficar no plural: “vendem-se”. A forma “vende-se imóveis” é inadequada na norma-padrão quando “se” funciona como partícula apassivadora.
É obrigatório manter o agente da passiva na transformação?
Não. O agente da passiva pode ser mantido para preservar a informação sobre quem executou a ação, mas sua omissão é possível quando ele é desconhecido, genérico ou irrelevante. Por exemplo, “A ponte foi construída em 1950” é uma frase completa, mesmo sem indicar o responsável pela construção.
Conclusão: pratique para dominar a reescrita de frases
Dominar os exercícios sobre transformação oração ativa passiva depende de prática e de análise cuidadosa da função de cada termo. Identifique o sujeito, o verbo e o objeto direto antes de iniciar a reescrita; depois, preserve o tempo verbal, ajuste o particípio e observe a concordância. Ao compreender a diferença entre passiva analítica, passiva sintética e sujeito indeterminado, você evita os erros mais recorrentes e desenvolve maior precisão na interpretação e na produção textual. Refazer os exercícios com o gabarito e criar exemplos próprios são estratégias eficientes para consolidar o aprendizado.
Fontes e materiais de consulta
- Ministério da Educação — Base Nacional Comum Curricular.
- Academia Brasileira de Letras — conteúdos institucionais sobre língua portuguesa.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon.
- BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
- NEVES, Maria Helena de Moura. Gramática de Usos do Português. São Paulo: Editora UNESP.
Isenção de responsabilidade
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa. As explicações seguem a norma-padrão do português brasileiro e apresentam orientações gerais para estudo, podendo haver abordagens complementares em diferentes gramáticas, instituições de ensino e bancas examinadoras. Para atividades avaliativas específicas, recomenda-se consultar o material didático adotado, as orientações do professor e o edital correspondente.
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Pesquisador, empresário e escritor focado em educação, orientação sobre negócios. Escreve sobre diversos assuntos com abordagem prática e acessível para o público brasileiro.